Secretários da Fazenda e da Comunicação falam sobre a atual realidade do Estado durante Congresso da Acaert

(19/05) Santa Catarina no contexto nacional foi o tema do último painel do 16 Congresso Catarinense de Rádio e Televisão

O tema foi apresentado pelos secretários de Estado da Fazenda e da Comunicação. Antonio Gavazzoni, que comanda a Fazenda estadual, apresentou a realidade das contas estaduais, traçando comparativos com outros Estados. Mostrou que por conta da crise econômica, que fez o PIB brasileiro cair 8% nos últimos três anos, e sua economia cair a níveis registrados em 2011, 22 Estados aumentaram impostos para diminuir a queda na arrecadação.

No entanto, Santa Catarina foi um dos seis Estados que optou por não criar novos tributos, apesar das projeções já indicarem que a arrecadação em 2016, será menor que as despesas que o Estado tem para arcar neste ano. "Essa é uma estratégia do Governo de não repassar para a sociedade o custo das estruturas públicas. Em vez disso, reduzimos o tamanho da máquina pública, melhorando o desempenho delas e acreditamos que a crise vai passar, e que saíremos dela mais  competitivos", afirmou Gavazzoni. 


Para amenizar os efeitos da crise, o secretário da Comunicação, Walter Bier, apresentou a estratégia de divulgação utilizada pelo Governo estadual, enfatizando o investimento em campanhas na área do turismo. Setor que, especialmente no início do ano, movimentou a economia do Estado.  "Identificamos uma oportunidade em função do aumento do dólar, que fomentaria o turismo nacional. Tivemos 9 milhões de turistas no verão e o turismo representa 12% do PIB estadual. As receitas de janeiro, fevereiro e março tiveram crescimento impulsionado pelo setor, resultado da divulgação que fizemos", contou.

O secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni, ainda considerou que o afastamento da presidente Dilma, na semana passada, aponta para um cenário  mais positivo da economia. "Ainda é muito incipiente isso, difícil de garantir que a crise econômica estagnou. Mas observamos que o avião caindo aterrizou e se aterrizou imaginamos que não tenha mais como descer. Por isso esperamos que a economia volte subir a partir da retomada da confiança", finalizou. 

Foto Fernando Willarino

Fonte: Assessoria de Imprensa ACAERT