O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, defendeu nesta quarta-feira a aprovação do projeto de lei do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) que proíbe que políticos sejam proprietários de meios de radiodifusão ( rádio e TV). Para ele, isso causa um "desequilíbrio democrático", além de ter a promoção do próprio político.
01/09/2011- Tem em uma cidade uma única rádio que pertence a um político. Acaba tendo uma interferência no processo eleitoral. Deveria ser proibido e isto permitiria separar o sistema eleitoral de uma área empresarial que influencia a opinião pública - disse Paulo Bernardo, que participou de audiência pública nesta quarta-feira na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado.
O presidente da Comissão, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), disse que o projeto está pautado para a próxima reunião.
Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), ao "misturar as duas coisas fica uma democracia capenga", onde um político pode usar meios de comunicação para bater em seus adversários e para se promover. Ele lembrou ainda que os meios de radiodifusão são concessões pública e por isso não devem ser usados desta maneira.
Fonte: Globo on line (01/09/2011)