O Superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) Ara Apkar, defendeu o uso dos canais 5 e 6 para digitalizar o rádio. Os canais estão localizados na faixa de 76 MHz a 88 MHz, que deve ficar disponível em 2016, com o término da digitalização da TV.<br>
21/10/2011(21/10/11)
Para ele, a realocação é necessária principalmente em áreas onde há maior demanda por espectro. A situação é mais crítica nos grandes centros urbanos. É imprescindível abrir os canais 5 e 6 para a digitalização, senão, vocês (radiodifusores) não vão conseguir alocar nada, afirmou, durante palestra no SET Centro-Oeste, nesta quinta-feira (20). O evento foi promovido pela Sociedade Brasileira de Televisão, em Brasília.
A posição do superintendente é semelhante ao do setor de radiodifusão. Em junho, a Abert e as associações estaduais manifestaram favoráveis à migração. Mas, as entidades acreditam que essa é a solução atual para digitalizar o rádio AM, além das emissoras de ondas curtas (OC) e tropicais (OT). Estudo da Anatel mostrou que a proposta é tecnicamente viável.
Ara fez recomendações ao setor. Foi enfático ao dizer que as rádios precisam se organizar e traçar um plano. Tem que começar a falar abertamente ao governo o que vocês estão buscando. Por onde começar? O que queremos com a digitalização?, disse. Ele também defendeu que medidas sustentáveis devem ser incluídas no planejamento.
Outra solução seria a digitalização direta do sinal, sem transmissão paralela no analógico, pelo menos onde o espectro for mais congestionado. Segundo Ara, o modo híbrido vai causar um inchaço nas faixas de radiofreqüência, o que pode resultar em interferências e limitar a entrada de novas emissoras no mercado.
Já o modo full digital, segundo Ara, evitaria situações de sobreposição de canais adjacentes, tanto no HD Rádio, quanto no DRM. As duas tecnologias, americana e européia, respectivamente, são testadas pelo Ministério das Comunicações.
Ara afirmou que espera até hoje uma manifestação do setor sobre a realocação dos canais 5 e 6. Mas, em junho, a Abert encaminhou documento aos ministérios da Comunicação e do Desenvolvimento do Comércio e Indústria e à própria Anatel, manifestando a posição das rádios quanto ao assunto.
Fonte: ABERT