Bets somam R$ 1,4 bilhão em investimentos de mídia

Estudo mostra foco em TV aberta, variações ao longo do ano e concentração dos aportes publicitários em 2025

12/01/2026


O mercado brasileiro de apostas esportivas, ou as bets, encerrou 2025 com investimentos publicitários superiores a R$ 1,4 bilhão em TV aberta, TV paga, rádio e streaming.

O dado é do relatório “Investimentos Bets 2025 – Análise Estratégica do Setor de Apostas Esportivas”, elaborado pela Tunad. Assim, o estudo analisou os investimentos publicitários do setor de apostas esportivas entre janeiro e dezembro de 2025.

O estudo, de fato, considerou TV aberta, TV paga e rádio, com monitoramento de mais de 150 canais e emissoras nas principais praças. A estimativa de investimento, contudo, considera as tabelas oficiais de preços do mercado, com aplicação de descontos médios praticados pelo setor.

Quais bets lideram os investimentos?

Três marcas, a BetMGM, Betano e Betnacional, responderam, juntas, por 62% de todo o investimento em TV e rádio, alternando-se na liderança ao longo do ano.

A BetMGM acelera seus aportes a partir de abril e domina o segundo semestre. Por sua vez, a Betano registra o maior pico mensal do mercado em junho.

A Betnacional adota estratégia mais estável, com menor volatilidade ao longo do ano. Abaixo, marcas como Superbet e BandBet disputam posições intermediárias, com diferenças marginais de investimento, sobretudo entre o segundo e o terceiro trimestres.

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Onde estão os investimentos?

Janeiro registrou o menor volume, com R$ 66,7 milhõesJá o mês de junho concentrou o pico de investimentos, alcançando R$ 164,5 milhões, variação de quase 147% entre o menor e o maior valor mensal.

Portanto, o movimento coincide com fases decisivas de campeonatos nacionais e internacionais.

A TV aberta se manteve como o principal pilar da estratégia das bets, concentrando cerca de 85% do investimento total ao longo de 2025. Dessa forma, a curva de investimentos do setor praticamente replica o desempenho desse meio, que segue como base estrutural de alcance e frequência.

TV paga teve um papel mais pontual ao longo do ano, com variações maiores nos investimentos e um pico em dezembro, período marcado por finais de campeonatos e campanhas de encerramento de temporada. E o rádio, que teve maior presença no primeiro semestre, perdeu espaço na segunda metade do ano, com queda mais acentuada a partir de agosto.

Repórter: Meio & Mensagem

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