TV aberta chega a 64,5 milhões de residências no Brasil

Migração para miniparabólicas digitais impulsiona alcance do sinal aberto, que está presente em 85,8% dos domicílios

03/07/2026


FOTO: Magnifc

A radiodifusão aberta de televisão está presente em 85,8% dos domicílios brasileiros em 2025, o que representa 64,5 milhões de residências com recepção de sinal analógico ou digital aberto. Os dados do módulo TIC da Pnad Contínua, do IBGE, indicam que a TV aberta adicionou 907 mil novas moradias à sua base. A manutenção do alcance do meio ocorre em meio à migração obrigatória para as miniparabólicas digitais nas áreas rurais e urbanas.

A recepção do sinal terrestre por antenas convencionais apresenta penetração de 86,5% no ambiente urbano e de 80,2% no meio rural. Historicamente, os lares localizados fora dos centros urbanos dependiam das antenas parabólicas tradicionais de Banda C para sintonizar a programação nacional, formato que possuía penetração de 53,3% nas áreas rurais e 16,6% nas cidades.

A implementação da rede de telefonia móvel 5G, que exigiu a limpeza das frequências da Banda C para evitar interferências de sinal, forçou a transição para as miniparabólicas digitais, que operam na Banda Ku. O processo inclusive contou com a distribuição de equipamentos por meio de políticas públicas focadas em famílias vulneráveis cadastradas nos programas sociais do governo.

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A análise do PNAD evidencia que substituição impulsionou a digitalização das residências. A utilização das miniparabólicas quase duplicou no país, passando de 8,6% dos lares com televisão em 2022 para 16% em 2025. Em números absolutos, o parque de residências equipadas com o sistema de decodificação atualizado subiu de 5,8 milhões para 12 milhões.

A adesão massiva à Banda Ku sustenta a presença da televisão aberta diante da retração da TV por assinatura e da fragmentação promovida pelo streaming. A sobrevivência do modelo gratuito reafirma a dependência estrutural do espectro de radiodifusão para o acesso audiovisual, especialmente nas regiões de menor densidade populacional e renda.

Repórter: TelaViva

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