ACAERT repudia proposta da Associação dos Clubes para a cobertura do Campeonato Catarinense de Futebol

A ACAERT esclarece, mais uma vez, que <STRONG>não endossa</STRONG> a proposta feita pela Associação dos Clubes de Futebol para a transmissão dos jogos do Campeonato Catarinense de 2008, que obriga as emissoras de rádio a cederem mídia em troca do direito de atuar dentro dos estádios. A entidade enviou a seguinte mensagem aos seus associados:

11/01/2008

Como é de conhecimento de todos, a ACAERT, após consultar seus associados e o departamento jurídico, decidiu em novembro do ano passado que não iria endossar proposta da Federação Catarinense de Futebol e da Associação dos Clubes de Futebol Profissional de Santa Catarina para a transmissão dos jogos do próximo Campeonato de Futebol Catarinense, conforme e-mail enviado na época.

Pela proposta, as emissoras serão obrigadas a veicular uma mídia estabelecida pela Federação e Associação em troca da exclusividade da transmissão, além da promessa de outros benefícios, como novas instalações nos estádios.

A ACAERT mantém a sua posição, mas não impedirá, no entanto, que emissoras aceitem a proposta da Associação dos Clubes. Algumas, inclusive, já receberam um ?Contrato de Cessão de uso de cabines de transmissão de rádios?, estabelecendo as condições do acordo, como forma de camuflar o chamado ?direito de arena?, que hoje só existe para as TVs.

Ciente do fato, a ACAERT voltou a se reunir com a Associação dos Clubes para garantir, pelo menos, novos avanços, com o objetivo de beneficiar as emissoras associadas que já contavam com a cobertura dos Jogos em sua programação comercial.

Desta forma, o número de inserções de 30?, que era de 1.100, caiu para 900, e a faixa horária (antes das 7h às 19 horas) ficou das 7h às 24 horas.
 
Além disso, a veiculação será exclusiva de mídia institucional da Associação dos Clubes, sob pena de rompimento do contrato.

Neste sentido, a ACAERT, que sempre agiu pela defesa dos interesses de seus associados, lamenta, mais uma vez, o precedente que fatalmente se tornará modelo para outros estados.

Atenciosamente
Marise Westphal Hartke
Presidente da ACAERT

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