ACAERT lamenta detenção de jornalistas pela PMSC

Para a entidade, a ação da Polícia Militar é um atentado contra a liberdade de imprensa

21/12/2015

A Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão – ACAERT vem a público lamentar a ação da Polícia Militar de Santa Catarina, durante uma reintegração de posse, que atentou contra a liberdade de imprensa ao deter três jornalistas no último sábado, 19, em Florianópolis.

A entidade entende que por questões de segurança, a polícia cercou a área para possibilitar o devido cumprimento da ordem judicial. No entanto, alerta que a ação não pode servir como justificativa para impedir que a imprensa exerça o dever de cobrir o fato, com a missão de informar a sociedade.

Neste sentido, a ACAERT considera ação arbitrária e um desrespeito ao exercício profissional. Ao lamentar o caso, a entidade aguarda providências das autoridades e responsáveis pelo incidente, para que fatos como esse não se repitam.

Entenda os Casos

No último sábado, durante a cobertura de uma reintegração de posse na SC 401, em Florianópolis, o repórter-fotográfico do Diário Catarinense Marco Fevero foi algemado e colocado dentro da viatura da polícia, de onde só foi liberado após 40 minutos. Ao tentar conversar com os policiais, recebeu a justificativa de que estava sendo algemado “para sua própria segurança”.        

As jornalistas Natália Pilati e Joana Zanotto, que trabalham para a página de notícias no Facebook Maruim, foram detidas e encaminhadas à delegacia. Elas tiveram que assinar um termo circunstanciado por resistência.

Em menos de uma semana, esse foi o segundo caso de ameaça a profissionais da comunicação em Santa Catarina. No dia 13, outra jornalista do Diário Catarinense sofreu intimidação ao fotografar a ação de policiais em Florianópolis. A repórter Ângela Bastos teve o celular tomado por policiais e as imagens apagadas após registrar a prisão de um rapaz.

Repórter: Assessoria de Imprensa ACAERT

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