Evento foi promovido pela ABERT, AMIRT e SERT/MG
19/06/2026
O membro do Conselho
Superior, Fábio Bigolin, presidente da ACAERT, Mário Neves, ao lado do
presidente Executivo da ABERT, Cristiano Flôres, com representantes das
entidades estaduais.
O presidente da ACAERT, Mário Neves, e o membro do Conselho, Fábio Bigolin, participaram na noite desta quinta-feira (18), em Belo Horizonte, da segunda edição do ‘Rádio & Mercado em Sintonia’, promovido pela ABERT, AMIRT e SERT/MG. A primeira edição foi em Porto Alegre. O encontro reuniu representantes da radiodifusão e do mercado publicitário para discutir a evolução do meio e apresentar dados inéditos sobre a relação dos mineiros com o rádio. De acordo com o levantamento da Quaest, o rádio segue presente na rotina dos mineiros, amplia sua atuação para além do dial e mantém elevada capacidade de influenciar decisões de consumo.
O estudo mostra que o meio consolidou um modelo multiplataforma, definido como Rádio 3.0, ao mesmo tempo em que preserva atributos históricos como credibilidade, proximidade com o público e alta eficácia para campanhas publicitárias. Os resultados também serviram de base para debates entre radiodifusores, agências e anunciantes sobre os desafios e oportunidades do rádio no cenário atual.
A PESQUISA
Outro aspecto destacado é que a transformação digital não substituiu o rádio tradicional, mas ampliou sua presença. A pesquisa apresenta o conceito de Rádio 3.0, que define o rádio como um ecossistema de conteúdo distribuído entre o dial, streaming, YouTube, podcasts, redes sociais, aplicativos e outros ambientes digitais. Essa mudança já é percebida pelo público: 31% dos usuários do YouTube afirmam consumir conteúdos produzidos por emissoras de rádio, enquanto 17% dos ouvintes de podcasts acompanham produções das próprias rádios.
A pesquisa também identificou um crescimento expressivo da presença das emissoras nas plataformas digitais, com as menções espontâneas ao ecossistema de rádio saltando de 160 mil para 2,5 milhões entre 2024 e 2026.
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O levantamento também destaca a força do rádio para o mercado anunciante. Segundo a Quaest, 65% dos entrevistados acreditam que promoções e sorteios realizados pelas emissoras são honestos, enquanto 62% afirmam confiar mais em marcas anunciadas no rádio do que em anúncios exibidos nas redes sociais e em dispositivos móveis. Os indicadores reforçam a credibilidade do meio como um diferencial competitivo em um ambiente de comunicação cada vez mais fragmentado.
Os debates realizados durante o evento também abordaram a efetividade comercial do rádio. Entre os indicadores apresentados, 71% dos ouvintes mineiros afirmam confiar na divulgação de produtos feita pelos locutores, reforçando o papel do comunicador como influenciador junto à audiência. Outro dado mostra que, no interior de Minas Gerais, 87% dos ouvintes lembram de comerciais ouvidos nos últimos 30 dias e 52% afirmam ter comprado ou pesquisado produtos e serviços após ouvirem publicidade no rádio, evidenciando a capacidade de lembrança e conversão proporcionada pelo meio.
A pesquisa também reforça a elevada eficácia comercial do rádio. Segundo o levantamento, 58% dos ouvintes afirmam ter pesquisado um produto ou serviço anunciado no meio, 48% efetivaram a compra e 41% chegaram a recomendar o produto para outras pessoas, formando um funil que destaca a capacidade do rádio de gerar consideração, conversão e fidelização entre os consumidores.
Outro aspecto importante é o peso dos comunicadores nesse processo. 67% dos mineiros afirmam prestar mais atenção em anúncios narrados pelos locutores do que em comerciais gravados, 67% escolhem as emissoras pelos locutores e apresentadores e 64% preferem rádios com profissionais da própria região, reforçando o papel da comunicação local na construção de credibilidade e resultados para anunciantes.
Repórter: Assessoria de Imprensa/ACAERT c/TudoRádio