O dado é da pesquisa Perfil sócio-econômico do setor de rádio no Brasil, realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e apresentada neste dia 23/09, em Brasília.
23/09/2008O estudo encomendado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) revela que a venda de espaço publicitário rendeu ao setor R$ 1.492 milhões. Os dados mais recentes, divulgados pelo projeto Inter-meios, indicavam um faturamento de R$ 767,2 milhões em 2007.
O levantamento da FGV tem como base dados de 917 emissoras um terço do total de rádios cadastradas pela Anatel e pelo Ministério das Comunicações.
Segundo a pesquisa, a maior parte do faturamento (89,2%) resulta da venda de espaço publicitário. Os principais anunciantes são o comércio varejista (45%), telecomunicações (8,2%) e o ramo de perfumaria e farmácia (7%). As três esferas de governo somam 17,8%.
Para o presidente da Abert, Daniel Pimentel Slaviero, o estudo mostra um peso maior do rádio no mercado publicitário. Esta é a melhor radiografia do rádio realizada no país. Os dados são reveladores e fortalecem o segmento num momento marcado por profundas mudanças tecnológicas, analisa.
De acordo com o trabalho, as emissoras comprometem a maior parte de sua receita com custeio, pagamento de impostos e de salários (62,9%). As rádios AM reservam sete vezes mais espaço para a música nacional (21,1%) do que para a estrangeira e ocupam 41,7% de seu tempo com programas informativos (jornalismo e variedades). Nas emissoras FM, a música nacional também predomina, com 37,5%.
O estudo mostra também que 43,2% da mão-de-obra empregada pelo setor têm entre o ensino médio completo e o superior completo. E ainda que a melhor remuneração concentra-se nas regiões Sul e Sudeste, em rádios AM. A pesquisa desenvolvida entre março e agosto foi apresentada pelo coordenador de projetos da FGV, Márcio Lago Couto. Até o final do ano, será divulgada a segunda etapa do trabalho, com dados sobre o setor de televisão aberta. Acesse aqui.
Fonte: ABERT