Estudo da ISBA descobriu que metade do dinheiro que os anunciantes investem em publicidade programática nunca chega aos editores on-line
07/05/2020
Um estudo inédito publicado pela ISBA e realizado pela PwC revelou que metade do dinheiro dos anunciantes nunca chega aos editores online e 15% do valor não é atribuído a ninguém do mercado. O motivo está atrelado à falta de transparência do setor e organização, reforçando a reclamação de inúmeras agências e publishers sobre o problema.
A pesquisa foi financiada por anunciantes, em associação com a Association of Online Publishers (AOP), marca a primeira vez que as cadeias de suprimentos de publicidade programática foram mapeadas de ponta a ponta, em qualquer lugar do mundo.
O estudo coletou dados de 15 marcas - incluindo Tesco, BT, Unilever e British Airways - oito agências, cinco plataformas do lado da demanda (DSPs), seis plataformas do lado da oferta (SSPs) e 12 editores, representando aproximadamente R$ 720 milhões de reais (o estudo original fala em 100 milhões de libras) em gastos com mídia programática do Reino Unido.
Todos os 3.000 membros do ISBA tiveram a oportunidade de participar, mas apenas 15 escolheram participar. O relatório constatou que os editores recebem aproximadamente metade dos gastos do anunciante. Desses 51%, o estudo poderia atribuir 35% a fornecedores, incluindo agência, DSP, fornecedores de tecnologia e SSP
Isso deixou 15% em gastos não atribuíveis, ou o 'delta desconhecido' no gráfico acima, igual a cerca de um terço dos custos da cadeia de suprimentos. No entanto, dado que o estudo leva em consideração apenas os modelos programáticos divulgados, esse é o melhor cenário e o número provavelmente é muito maior na cauda longa dos editores e da tecnologia de anúncios.
Um experimento anterior do The Guardian descobriu que, no pior cenário, recebia apenas 30% das marcas investidas, com o restante perdido na cadeia de suprimentos.
Repórter: com informações de Marketing Week